Junto à foz do rio Douro, nas margens do poderoso Atlântico, repousa a antiga Vila de Canidelo, um dia terra de descanso para ilustres colonos ingleses, que deixaram o seu registo na persistente nomenclatura das ruas desta freguesia gaiense, deitada a cinco curtos quilómetros da sede de concelho. O nome 'Canidelo' resulta do diminutivo de 'cana' - 'Cannitellu' -, canas que eram bem frequentes na região, paredes-meias com os ribeiros. Conta-nos o passado que Canidelo foi doze anos concelho, entre 1363 e 1375, quando D. Pedro cede à petição apresentada por moradores.
Efémero o concelho mas não a terra, que persiste, mais forte que o tempo, com história e património. Património que não é rico em quantidade, porém, acolhedor na beleza, como a Igreja Paroquial de Santo André, que guarda um altar valiosíssimo, numa das paredes de uma arquitectura notável. De capela em capela (de S. Paio, de Canidelo, de Nossa Senhora do Amparo, da Seca...).
Festas e romarias defendem a tradição de uma terra que tem um espaço digníssimo na História de Portugal. Foram-se as canas, mas ficou Canidelo, forte como o Atlântico, "com tradição, rumo ao futuro".